| O Ministro do Trabalho, Carlos Lupi, descartou a possibilidade de alteração no prazo para a vigência da adoção do ponto eletrônico, que deverá ser obedecido pelas empresas a partir de 1º de março. "Estará em vigor e não tem mudança", afirmou. Ele rebateu a alegação do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, segundo a qual as empresas "não tiveram prazo suficiente para cumprir a nova regra". Segundo Lupi, "eles tiveram um ano de prazo, depois o assunto foi colocado em discussão pública, houve mais um ano para ser implementado e, agora, por último, mais seis meses para entrar em vigor". O que está sendo estudado, conforme Carlos Lupi, é que, "a partir de um acordo dos sindicatos patronais com os de empregados haja alguma mudança na questão, mediante acordo". Para isso, está sendo aguardada a manifestação das partes. O ministro rebate também afirmação de Skaf de que a questão do ponto eletrônico venha a se tornar "uma moeda de troca" (nas palavras do presidente da Fiesp), na hora das negociações de acordos coletivos. "Foram eles mesmos [as empresas, os patrões] que pediram isso". Quanto à possibilidade de serem guardados extratos, sobre o registro, no ponto eletrônico de cada trabalhador, que seria conferido durante a fiscalização dos auditores do trabalho, Lupi disse que "a queixa dos empresários não é real. Isso é bom para todo mundo, pois o contrato de trabalho tem regras de interesse bilateral e deve ser obedecido o compromisso mútuo com o horário de trabalho", acentuou (ABr). |
| Fonte: Empresas e Negócios, 23.02.2011 |
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